Deputados debatem novo modelo de pedágio em Apucarana
- Gabinete Requião Filho
- 23 de fev. de 2021
- 2 min de leitura
Requião Filho estará presente para defender que obras pagas nos contratos atuais não sejam cobradas novamente.

A Frente Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná realiza nesta semana mais uma audiência pública para debater o novo modelo de pedágio, proposto pelo Governo Federal, para as rodovias paranaenses. O evento deve reunir moradores, lideranças regionais e representantes do setor produtivo em Apucarana, nesta sexta-feira, 26 de fevereiro.
A ideia dessa regionalização das audiências públicas, promovidas pelos parlamentares, é trazer maior transparência aos debates que envolvem as novas concessões de pedágio no Estado. Segundo o modelo apresentado pelo Ministério de Infraestrutura, que conta com aval do Governo Ratinho Jr, além das tarifas básicas haverá também a cobrança de uma taxa de outorga, que vai impactar diretamente no aumento do valor pago pelo usuário.
Pela proposta, a região de Apucarana estará no lote 3 da concessão que tem cerca de 560 quilômetros nas BR-369, BR-376, PR-090, PR-170, PR-323 e PR-445 com sete praças de pedágio, cinco existentes e duas novas (Londrina e Califórnia/Apucarana).

Os atuais contratos de concessão possuem 2.500 quilômetros, do chamado Anel de Integração, que se encerram em novembro. As novas licitações estão previstas para este ano. Ao todo, o Ministério da Infraestrutura planeja conceder 3.327 quilômetros de rodovias estaduais e federais, divididos em seis lotes com 42 praças de pedágio, 15 praças a mais do que atualmente.
Esta semana, o Deputado Requião Filho chegou a protocolar dois pedidos de providências, um junto ao Tribunal de Contas da União, e outro ao Ministério Público Federal, para que as obras pagas nos atuais contratos de pedágio, mesmo que elas não tenham sido realizadas, não sejam transferidas para as tarifas futuras.

“Nós já pagamos! Parte dessas rodovias que estão no rol das novas concessões, já tiveram suas duplicações pagas nos últimos 24 anos. Se não fizermos nada agora, o usuário pagará, mais uma vez, por obras que há muito tempo já deveriam estar concluídas. Serão mais 30 anos pagando caro por algo que já está quitado, mas que não foi entregue. Uma situação inaceitável”.
Já foram realizadas audiências em Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Cornélio Procópio, Guarapuava e Francisco Beltrão. A reunião que seria nesta quinta-feira (25), em Maringá, foi cancelada, devido a um decreto da prefeitura, que restringe esse tipo de evento. A cidade passa por uma situação grave de saúde pública, envolvendo o risco de contágio por Covid-19.
Depois de Apucarana, será a vez de Curitiba (4/3) e Ponta Grossa (5/3).
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